A Polidez

maio 18th, 2010

A sociedade moderna e, principalmente, pessoas mais jovens parecem ter perdido a noção da importância dos símbolos, dos rituais, da forma como as coisas devem ser feitas. Focadas apenas no conteúdo, as pessoas embrutecem a vida, empobrecem as relações sociais e se tornam menos humanas.
Esses pequenos símbolos, breves rituais, fazem a vida mais agradável. Gestos de gentileza e cortesia elevam o ser humano ao seu verdadeiro patamar.
É importante lembrar aos jovens e às pessoas que se dizem modernas que enviar flores de agradecimento a alguém não caiu de moda. Mandar um bilhete de agradecimento também não caiu. Dizer “com licença” ao atravessar a frente de alguém continua na moda. Dizer “por favor”, também. E “obrigado” nunca deixou de fazer parte do rol de palavras que identificam uma pessoa civilizada.
Vejo em supermercados, lojas, cinemas e mesmo em empresas, pessoas que mais se parecem com animais irracionais, embrutecidos pela ausência da inteligência social que caracteriza e distingue o ser humano das outras espécies.
A ausência de polidez, de educação, de um mínimo de respeito, está tornando os ambientes insuportáveis, e da falta de educação para a violência é um pulo.
Essa ausência de polidez se mostra na forma de falar, rude, grossa. Na forma de vestir, na forma de se comportar em ambientes públicos, na ausência de respeito e consideração às pessoas simples. Quantas vezes você já viu alguém tratando mal um garçom ou recepcionista?
Vejo pessoa com medo de ir a lugares públicos por saber da falta de civilidade que encontrará. E não pense o leitor, tratar-se de pessoas aristocratas ou burguesas. São senhoras e homens de mais idade, vítimas da falta de educação que beira a violência.
Veja como, no seu trabalho, na sua casa, no seu dia-a-dia, você pode fazer pequenos gestos de gentileza, cortesia, educação. Pense em como seria bom se você mesmo valorizasse mais a polidez.
A polidez não é uma coisa supérflua e antiga.
A ausência de polidez está transformando a sociedade em um lugar menos humano.
Pense nisso. Sucesso!

Para celebrar a memória dos movimentos associativos de luta, a Matilha Cultural, recebe, de 18 a 29 de maio de 2010, a programação cultural Obra Pública, que relembra o movimento trabalhista e sindical organizado no final dos anos 70 e sua contextualização histórica.

Realizada em parceria com a empresa voltada a comunicação popular Oboré, a programação apresenta fotos, ilustrações, pôsteres e um filme que retratam a importancia da organização social para a transformação da realidade e ajuda a preencher o vácuo de memória que existe em relação a este processo histórico.

A mostra reúne fotos de 1º de maio de 1980, do movimento pela democratização e direitos dos trabalhadores, de Ricardo Alves, ilustrações do cartunista Laerte feitas para o movimento sindical, reproduções de cartazes históricos do movimento operário de vários países, e também o documentário recém lançado “Utopia e Barbárie“, de Silvio Tendler que traz um panorama dos conflitos políticos mundiais desde 1968. O texto de abertura é de José Luiz Del Roio, hoje responsável pelo ASMOB (A.S. Mobilização Operária Brasileira). Na década de 1970, Del Rojo ajudou a salvar jornais de movimentação trabalhista da extinção.

A exposição marca também o relançamento digital do livro Ilustração Sindical (Ed. Oboré – 1986) de Laerte. Em 1986 Laerte lançou uma publicação reunindo as mil ilustrações mais significativas feitas por ele para a imprensa sindical desde a década de 70, que foram colocadas sob domínio público pelo quadrinista, para fins de apoio à organização, antecipando assim, em pelo menos uma década, o contrato de Creative Commons. O livro será disponibilizado na internet.

No dia 29, encerramento da mostra, será realizada ainda uma conversa com Silvio Tendler, diretor de Utopia e Barbárie.

A ABERTURA DA EXPOSIÇÃO SERÁ TERÇA (18/05) JUNTO COM O AQUECIMENTO CENTRAL – happy hour semana da Matilha que tem como convidada especial da semana a Dj Pathy Dejesus.  http://www.myspace.com/pathydejesus


       Programação:

 

  • Exposição: Ricardo Alves
    Movimento Operário do ABC do 1 de maio de 1980, através das lentes do fotógrafo e integrante do grupo Oboré.
  • Exposição: Pôsters Históricos
    A mensagem dos cartazes do movimento sindical ao redor do mundo.
  • Relançamento Livro: Ilustração Sindical, por Laerte
    Os traços irreverentes do artista, ícone do cartoon brasileiro, em ilustrações dos anos 70 e 80, nas paredes da Matilha e em versão digital disponível na internet para download.
  • Filme: Utopia e Barbárie (Silvio Tendler – Brasil, 2009 – 120’ – Censura Livre)
    Diante do capitalismo e do sistema financeiro, o que foi feito dos sonhos de igualdade de uma geração que derrotou a barbárie da Segunda Guerra Mundial
http://www.utopiaebarbarie.com.br/
  • Conversa com Silvio Tendler, sobre o documentário Utopia e Barbárie (Brasil, 2009) – dia 29 de maio

                     Exibição – Utopia e Barbárie

  Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
  18/05 19/05 20/05 21/05 22/05 23/05
  16h Não haverá sessão 16h 16h Não haverá sessão 17h
  20h Não haverá sessão 20h Não haverá sessão Não haverá sessão Não haverá sessão
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado  
24/05 25/05 26/05 27/05 28/05 29/05  
Não haverá sessão 16h 16h 16h 16h 16h  
Não haverá sessão Não haverá sessão 20h 20h 20h 20h


SOBRE A OBORÉ

Vem de boré, espécie de berrante ou trombeta usada pelos índios Tupis para chamar a tribo dispersa pela mata  a reunir-se em assembléia no terreiro da aldeia para decidir sobre como enfrentar os perigos que ameaçavam a comunidade.  A OBORÉ é uma empresa prestadora de serviços que atua com comunicação popular. Nasceu em 1978, como uma cooperativa de jornalistas e artistas, para colaborar com os movimentos sociais e de trabalhadores urbanos na montagem de seus departamentos de imprensa e na produção de jornais, boletins, revistas, campanhas e planejamento de comunicação.

MINHA MÃE, MEU MUNDO

maio 7th, 2010


Abrir mão de sua missão, do seu maior propósito e, muitas vezes, do seu sonho, para dedicar todo o seu tempo à outra vida. Quanto vale isso? Muitos de nós poderíamos responder que jamais venderíamos, doaríamos ou repassaríamos qualquer oportunidade de concretizar um sonho. Mas, não esqueça que uma pessoa já fez isso por você. Uma pessoa que te conhece de um jeito todo especial, e faria qualquer coisa para te ver feliz. Ela também tinha metas, objetivos pessoais e profissionais, mas quando você chegou nada mais importava. Nada além da realização de suas vontades. Essa pessoa atende por um nome, MÃE.

Sabemos que a cada dia nossa vida está mais corrida. Por este motivo, quase sempre estamos em falta com alguém: as pessoas que não vemos há tempos, o telefonema que não conseguimos retornar, o café que prometemos tomar com aquele amigo e vai deslizando no limbo da agenda de uma semana para outra e tantas outras atividades são deixadas para depois. Só que, no fim das contas, dá tudo certo. “Afinal, os outros também estão na correria e irão me entender”.

Mas mãe não é uma pessoa que podemos deixar para depois, e existe uma razão muito simples para não fazê-lo: ela, durante toda a vida, nos colocou em primeiro lugar. Fomos e sempre seremos sua eterna prioridade mesmo que você já tenha crescido. Duvida?

Experimente surpreendê-la com uma visita inesperada no meio da semana. Ela é capaz de deixar o jantar queimar de tanta alegria, esquecer da novelinha das seis que lhe faz companhia nas melancólicas tardes cotidianas ou desmarcar imediatamente qualquer eventual compromisso com a melhor amiga só para ficar uma horinha com você.

É comum esquecermos, na correria diária, quem é a pessoa que merece nossa maior gratidão. E mais, acabamos tão acostumados com o paparicar constante das mamães que deixamos a nossa vida torne-se a delas. Como se não existisse algo mais importante, fazemos pedidos, choramingamos atenção, exigimos ajuda em muitos afazeres, cientes de que ela não negaria um chamado do seu filho.

Desta forma, devemos nos atentar que, por muitas vezes, ela deixa de seguir o seu caminho para nos ajudar a trilhar o nosso. Quantas mães já deixaram uma oportunidade de emprego ou alguma proposta importante passar para se dedicar ao seu filho? E as tantas mães que abrem mão de seus desejos para satisfazer os nossos? E tantas outras que quase enlouquecem tentando conciliar ambas as tarefas? Muitas dariam a sua própria vida em prol da nossa. Um amigo me disse um dia que a mãe dele estava ficando velha. Subitamente respondi que não, ela não estava envelhecendo, ela estava permitindo que ele seguisse seu caminho sem tanta ajuda dela, tanta proteção.

Diante dessa proporção de amor, resta saber se estamos devolvendo todo esse sentimento na medida certa. Você já agradeceu sua mãe por tudo que ela já fez por você? Já pediu perdão por ter sido impaciente e desatencioso algumas vezes com ela? Já ligou para ela nesta manhã para dar apenas bom dia? Quando foi a última vez que você declarou sua gratidão e disse para ela EU TE AMO?  fomos e sempre seremos a eterna prioridade de nossas mães. Ela nos faz enxergar os pequenos milagres diários da vida e além de nutrir, amparar e cuidar, ela educa a nossa alma e nos ensina a ser quem somos. Por isso, não deixe passar um minuto sem reconhecer a sua presença e dedicação, pois é ela quem sempre está ao nosso lado quando mais precisamos, quem nos dá apoio e incentivo nos momentos de fraqueza, quem nos compreende e nos perdoa até em nossos maiores erros, quem nos conforta apenas com um olhar doce e generoso sem nenhum julgamento, apenas para nos ver felizes. Para buscar recompensar minha mãe diante de todos os sacrifícios que ela se submeteu por mim, digo para eu mesma todos os dias que minha mãe é meu mundo. E a sua, o que é para você?

Mãe, EU TE AMO!

VOLTA DELLOKI!!!!

abril 29th, 2010

NÃO VÁ SE PERDER POR AÍ…

VOLTA DELLOKI!!!!!

PARA O SEIO DE SEUS AMIGOS!!

PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM DA CAMPANHA VOLTA DELLOKI!

DIVULGUE!!!

http://www.websofa.com.br/ondeestara-delloki.htm

O FOGO QUE NOS TRANSFORMA

abril 19th, 2010

Por Rubem Alves -

Como o milho duro, que vira pipoca macia, só mudamos para melhor quando passamos pelo fogo: as provações da vida.
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens, para que eles venham a ser o que devem ser.
O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, mas que, pelo poder do fogo, podemos, repentinamente, voltar a ser crianças!
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. O milho de pipoca que não passa pelo fogo, continua a ser milho de pipoca. Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
O fogo é quando a vida nos lança em uma situação que nunca imaginamos. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão – sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso dos remédios que apagam o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro, ficando cada vez mais quente, pense que a sua hora chegou: “vou morrer”.
De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Mas subitamente, a transformação acontece: pum! – e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Mas existem pessoas PIRUÁS que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida, perdê-la-á.”
A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás, que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira…

“O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo
é ser a pessoa que fingimos ser.”
( Sócrates)

O contador de causos e apresentador Rolando Boldrin recebe no Sr. Brasil, da próxima terça-feira (20/04), o cantor e compositor Renato Teixeira. Ele é autor de conhecidas canções, como Romaria (grande sucesso na gravação de Elis Regina), Tocando em frente (gravada por Maria Bethânia), Dadá Maria (em dueto com Gal Costa), Amanheceu, entre outros.

Recentemente, Renato compôs a música Rapaz caipira, como crítica à atual música sertaneja de consumo, fazendo renascer a expressão música caipira. É um defensor aberto desse estilo chamado de raiz, que ainda sobrevive apesar dos desvios da canção sertaneja.

No repertório, o cantor interpreta O amor tem muitas maneiras, As plantinhas do mato e Ave solta, acompanhado dos instrumentistas Chico Teixeira (violão de 12 cordas), Dudu Portes (percussão), João Lavraz (baixolão), Marcio Wernerck (flauta).

A atração conta ainda com a participação dos cantores Vera Capilé e Habel dy Anjos, que cantam Enchente e Hino nacional brasileiro (Francisco Manuel). Depois, juntos com o músico Renato Brás, eles interpretam Meu primeiro amor (Hermínio Gimenez / Versão de José Fortuna e Pinheirinho Júnior). E para finalizar, Rolando Boldrin declama o poema Brasí Caboco de Zé da Luz.

Você é assim: Mãe de todos nós, irmã única e intransferível e de força inigualável. Sua paciência e dedicação são exemplares.

Quando eu casei aprendi a te amar ainda mais, com mais respeito, com mais carinho. Aprendi a te observar e entender seus sentimentos. Aprendi que irmã mais velha é como mãe,  zela, cuida, ama, escuta e participa. Você é um caso único. Exemplar e instransferivel.

Agora espero pelo teu fruto. Torço pela tua felicidade como uma torcedora em primeira fila. Quero te ver casar, ter filhos e ser a mulher forte e de pulso firme que nos espelhamos.

Não nos xingamos mais, não dividimos mais nossos armários, perfumes e sapatos. (QUE SAUDADE!!) Mas aprendemos a antecipar nossas fragilidades. Você me apoia, me encoraja, me estimula. Segura minhas ondas, é generosa, altruísta, companheira.

Só sei que minha memória mais antiga é a que até hoje ecoa em mim. Você me amparando com sua camiseta quando caí da bicicleta etc…  suas maiores qualidades. É o que os gregos chamam de Areté (excelência). O conjunto das melhores características que alguém pode carregar no decorrer das experiências da vida. Não me lembro direito qual filósofo dizia isso, mas me parece uma verdade intensa o fato de que quando se morre o areté cresce em poder e influência. Daí a necessidade dos heróis gregos agirem heróicamente, daí os gestos de coragem quase suicidas. A única forma de estarem vivos era através do exemplo que deixavam pra trás, o seu areté, o qual seria cantado e contado nas rodas, de boca em boca, sem limite de espaço e tempo.
Sempre penso nesse conceito, de fato o acho fascinante. Quando se morre o areté é a parte de nós que fica, tão imortal quanto a alma por tantas religiões idealizada como eterna, independente do corpo. Não quero comprovar a veracidade do que estou falando. Me vem um vazio, uma bola de frio entre o peito e o estômago, um gosto amargo na boca e uma constante vontade de chorar. 
Agora percebo que você está dentro de mim. Tem dias que a percebo em meu jeito de agir e falar. Minha alma absorveu a sua, literalmente. Gosto de lembrar do teu sorriso que ilumina tudo dentro de mim. Então sinto aquela bola de vazio sumindo e um impulso de fazer coisas boas me eleva adiante, como um vento que sopra pro alto. Foi assim que comecei a me recuperar dessa perda de convivência. Ou me acostumar, como me disse um amigo, com toda a razão. Dessas coisas não se recupera, acostuma.
Quero aproveitar pra pensar mais no que não vivemos juntas do que no que vivemos. Conviver mais.
Eu sempre fui a “ômega”, a caçula, mas você sempre será o alpha, o primeiro fruto do amor de nossos pais, que nos carregou no colo e agora a gente carrega no peito ou no sorriso, quando expontâneo e solar.  Que no seu caminho só existam amigos verdadeiros que a amem tanto ou mais do que a gente e que lhe façam companhia sempre mesmo!! E que na sua vida exista alegria eterna, como a que eu sinto quando te ouço ou te vejo! Obrigado por fazer parte de mim, antes, agora, amanhã e sempre. .

Obrigado por existir com tanta força agora, como uma estrela que explode e ilumina o universo. Obrigado por fazer minha vida mais feliz. Obrigado por ser a madrinha mais especial e amada da baixinha mais sensível e gorducha. Obrigado por ser minha irmã. Por favor, nunca vá embora…

TE AMO.

 

 

O Centro de São Paulo ficará mais colorido. São 24 ruas da região da Sé que receberão, já nos próximos dias, cerca de 400 ipês roxo e amarelo. A arborização de uma das áreas da cidade mais degradadas ambientalmente é resultado de uma iniciativa da Matilha Cultural, em parceria com a vizinhança da entidade, junto à Prefeitura da cidade de São Paulo.  

O plantio é parte da compensação ambiental da Marginal Tietê e incluirá também ações na região da Bela Vista e da Barra Funda, mas tem como pano de fundo uma intensa mobilização da população civil. Em outubro de 2009 a Matilha iniciou um processo de mobilização de moradores e trabalhadores da região central, colhendo mais de 1.500 assinaturas para um abaixo assinado que pedia um adensamento do verde na área. O primeiro efeito da iniciativa foi sentido ainda em dezembro, quando, junto com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, foram plantadas 19 árvores em canteiros abandonados na região. “Começamos a ação porque percebemos a ausência de verde e o calor excessivo do centro”, explica Rebeca Lerer, diretora da Matilha. “O centro de São Paulo já sofre um fenômeno de aquecimento local. Em alguns dias, a região é de 3ºC a 5ºC mais quente do que outras áreas da cidade. O plantio de 400 árvores vai trazer mais umidade e amenizar a temperatura, melhorando o microclima do coração de São Paulo”.  O contato com a secretaria abriu portas para que o Centro da cidade fosse definitivamente incluído no Programa Municipal de Arborização Urbana. Para determinar os locais de plantio, a Secretaria do Verde e a Subprefeitura da Sé partiram de pedidos da sociedade civil organizada nestes locais e promoveram um levantamento das ruas do entorno do local de onde veio a solicitação.  “Tudo está acontecendo mais rápido do que a gente esperava”, afirma Rebeca Lerer, Diretora da Matilha Cultural. “Vamos conseguir realizar um objetivo nosso que contagiou toda a comunidade, mas que muitos consideravam impossível, ainda mais no curto prazo. Isso mostra que a mobilização da sociedade pode criar oportunidades que geram benefícios concretos para a cidade”, exalta. Em 2009 a cidade de São Paulo recebeu 202.949 novas árvores por meio do Programa Municipal de Arborização Urbana. Esta ação é realizada por equipes da Secretaria do Verde e das Subprefeituras, por meio de parcerias ou originadas de compensações ambientais. Desde 2005, quando foi iniciado o programa, já são cerca de 800 mil novas árvores na cidade. A compensação ambiental pela obra da Marginal do Tietê inclui o plantio de 83 mil árvores no entorno da Marginal e subprefeituras vizinhas, contribuindo para reduzir as ilhas de calor e melhorar os índices de umidade relativa do ar, com repercussões positivas para a saúde dos habitantes dos bairros. 4.900 serão plantadas na própria Marginal Tietê, que dobrará, assim, sua própria cobertura arbórea.  “A Matilha discorda da obra realizada na Marginal Tietê, pelo impacto ambiental direito que causou e por beneficiar um modelo de cidade dominada por carros. Mas a obra está concluída e a compensação deve ser feita; nesse sentido, ficamos felizes em ter conseguido direcionar este recurso para a arborização do centro de São Paulo”, finaliza Rebeca.

Confira os locais dos plantios na região da Sé:

 

1. R: Amaral Gurgel do nº 145 ao 287    
2. Lgo. do Arouche canteiro central    
3. R: Bento Freitas    
4. R:Rego Freitas                                              
5. R: Sta. Isabel      
6. R:General  Jardim                                   
7. R: Cesário Mota Jr                                     
8. R: Teodoro Baima   
9. R: Epitacio Pessoa 
11. R: do Triunfo
12. R: Aurora  
13. R: Andrades       
14. R: Vitoria 
15. R: General Couto de Magalhães     
16. R: Mauá
17. Estação da Luz                                       
18. R: Casper Líbero 
19. R: Timbiras 
20. R: Gusmões 
21. R: General Osório  
22. Av. Rio Branco  (da Av. Duque de Caxias até Largo Paissandú)                                        
24. Largo Paissandú    

 

O cantor de reggae Matthew Paul Miller, mais conhecido como Matisyahu, mistura a ortodoxia judaica com o reggae clássico. É a substituição de Jah por Moisés. Hip-hop e ska também fazem parte do singular repertório do músico norte-americano.

Desde que o videoclipe da música “King Without a Crown” começou a passar na MTV em 2004, o sucesso do músico não parou de crescer.

Combinar os sons de Bob Marley e Shlomo Carlebach, com toda a originalidade e interpretação de Matisyahu, é uma das facetas do talento nato para a música demonstrado pelo cantor. Mesmo a pessoa mais pessimista que esteja em um de seus shows, é inspirado pela sua habilidade de transmitir de forma honesta a sua mensagem, que fala sobre fé e espiritualidade. A sua dedicação é fazer com que sua mensagem ganhe respeito. É naquele momento efêmero, quando nosso ceticismo derrete e as nossas almas se elevam, que Matisyahu entra com seu crescente som da fé.

Seu mais recente disco de estúdio se chama Light e foi lançado em agosto de 2009. O destaque desse novo disco é a canção “One Day”, sucesso nas paradas mundiais, que recentemente ganhou uma nova versão, contando com a participação especial de Akon.

O sucesso da primeira edição do Sarau das Poéticas Indígenas nas Casas das Rosas em 2009 garantiu a continuidade do evento e a segunda edição terá como tema a Amazônia. Serão apresentados índios das três etnias que participaram do levante popular denominado Cabanagem no Século XIX: os Munduruku, os Mura e os Mawê. Em 2010, ao completarem 170 anos do fim dos combates cabanos, a cidade de São Paulo terá a oportunidade de conhecer as vozes, os gestos e os cantos revolucionários da floresta.

Participarão do Sarau o poeta Daniel Munduruku, que encabeça o movimento brasileiro da literatura indígena, Carlos Tiago, um jovem poeta Saterê Mawê, do Estado do Amazonas e Juju Mura, que fará a dança que herdou das suas gerações passadas, uma lembrança sobrevivente do povo Mura que foi praticamente extinto por serem grandes guerreiros e demonstra que a poética indígena não reside apenas nas palavras. Leandro Mahalem Lima, autor de Rios Vermelhos, uma pesquisa científica (USP) que discorre sobre o tema, reviverá a história dando voz aos cronistas e romancistas que escreveram sobre os rebeldes cabanos, evocando a tradição indianista dos escritores viajantes do Século XIX. A curadora Deborah Goldemberg explica o tema escolhido para o II Sarau:

“Esse ano vamos homenagear esse território tão em pauta, que é a Amazônia, e valorizar a grande importância que os índios tiveram, junto com ribeirinhos e negros escravos e libertos, nesta importante revolução brasileira que segundo historiador Caio Prado Junior é: ‘…um dos mais, senão o mais notável movimento popular do Brasil. É o único em que as camadas mais inferiores da população conseguem ocupar o poder de toda uma província com certa estabilidade. Apesar de sua desorientação, fica-lhe contudo a glória de ter sido a primeira insurreição popular que passou da simples agitação para uma tomada efetiva de poder’”.

A cabanagem teve inicio 1835 e término em aproximadamente 1840 e teve grande resistência popular. A guerra ganha sua importância porque o movimento insurgiu contra os portugueses e os luso- brasileiros, minoria branca, que detinha o poder no Estado que então era o Grão Pará e chegaram inclusive a expulsar uma almirante Inglês e seus subordinados que tentaram tolher a revolta.