
É fácil que, nós seres humanos dotados de consciência e alma, nos comovamos com determinadas coisas que aconteçam ao nosso redor. Principalmente se forem barbarismos que envolvam crianças e adolescentes. Muitos de nós não só se comovem, mas se doam a trabalhos voluntários que poupam um pouco de sofrimento de crianças abandonadas, adolescentes submetidos a maus tratos…
Mas quando a gente fala de crianças e adolescentes envolvidos com criminalidade fica difícil ter a mesma reação. Normalmente, quem se envolveu com algum tipo de crime ou contravenção, tende a ser discriminado pela sociedade muito preocupada em diminuir os índices de criminalidade, segregar os “bandidos”, aumentar o contingente policial, levantar muros e cercas elétricas em suas casas, mas que viram as costas para a desigualdade social, causa maior da citada criminalidade.
E se nos aprofundarmos no assunto, falando em punição, alguns extremistas desfraldam bandeiras que defendem inclusive absurdismos como a pena de morte.
Se você já andou de skate na rua, já viu crianças pedindo no farol, cheirando cola, furtando ou ainda coisas piores. Parte destas crianças, vai parar na atual Fundação C.A.S.A. (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). Uma instituição ligada a Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo que – depois de anos com o nome de FEBEM – ganhou a função de promotora de estudos e soluções para adolescentes que cometeram um ato infracional.
Com a implantação desta nova política, as Unidades antigas da FEBEM foram fechadas e começaram a construção de 57 unidades novas no estado de São Paulo. 34 delas estão prontas e em atividade.
Mas mesmo antes destas mudanças – muito bem-vindas – se darem, um skatista abriu mão de todos os preconceitos e se lançou numa árdua tarefa: acreditar que garotos na faixa de 12 a 21 anos possam ver o mundo de uma forma diferente. Para isto, usou de sua principal ferramenta: o SKATE.
O skatista é Sandro Soares, o Testinha. Um cara risonho, pai de 2 filhos, dono de um discurso claro e objetivo, com uma linguagem simples e direta. Seu projeto, que vai completar 10 anos de existência, é conhecido no mundo todo, graças aos constantes convites que Testinha faz aos amigos skatistas para que conheçam o SKATE NA CASA.
A história toda é simples: são aulas de skate dadas aos adolescentes que estão ocupando estas unidades da Fundação. Fora isto é muita conversa e troca de idéias.
Em um dia chuvoso deste mês de agosto, aceitamos o convite do Testinha e entramos na Unidade Itaquera da Fundação CASA ao lado de Fábio Cristiano, Humberto Beto, Gabriel Mendonça, Leandro Chico e do gripado Bruninho Zóio pra conhecer uma centena de meninos que, como Testinha gosta de falar, levaram um tombo na vida e que têm que escolher entre levantar e tentar novamente a manobra ou desistir.
Como todos nós sabemos, que um skatista não desiste, entramos e saímos confiantes que a metáfora do skate vale pra cada um daqueles caras que cruzamos naquele ginásio gradeado.
Fomos convidados pra fazer o registro desta visita. E vocês são convidados a verem o resultado dela.
Skate Paradise, na ESPN, nesta terça-feira dia 18, ¡as 14h00, com reprise à meia-noite e meia.

Quando surgiu, há 5 anos, o Circuito de Skatebanks era uma grande novidade pros skatistas da nova geração e um presente para os old school.
A prefeitura de São Paulo havia construído nos CEU (Centro de Educação Unificado) pistas de skate, Muitas delas com banks, que são pistas com curvas, que proporcionam um tipo de skate com movimentos semelhantes ao surfe, ou seja, uma das primeiras formas de se andar de skate no mundo.
Tímido no primeiro ano, o Circuito foi ganhando adeptos, simpatizantes e impulso de um mercado que, até então pouco existia. De repente, pode-se ver uma série de equipamentos disponíveis. Decks, rodas e trucks começaram a ser direcionados aos praticantes desta modalidade.
Os bowlriders deram as caras. Muita gente da geração old school do skate, na faixa entre 35 e 50 anos, respirou fundo e assinou sua inscrição nas competições do Circuito.
Jovens skatistas com pouca experiência em banks, começaram a misturar o street skate com as curvas.
No segundo ano do Circuito, as inscrições por etapa, ultrapassavam 100 skatistas entre as modalidades Amador, master, longboard e legends.
Agora, ao completar 5 anos de existência, o Circuito de Banks pode se orgulhar de ter dado sua parcela de contribuição ao skate nacional.
Muitos garotos começaram a andar em banks por conta desta competição. Muitos senhores, desenferrujaram as articulações por conta desta competição. Todo um mercado começou a se movimentar por conta desta competição.
O Skate Paradise, que esteve presente desde o primeiro Circuito, reconhece e assina em baixo que esta é uma das mais divertidas e democráticas competições do skate brasileiro. Por isto, faz o convite pra você conferir isto nos programas que serão exibidos esta semana na ESPN e ESPN Brasil.
Veja ai as oportunidades:
ESPN: Terça-feira, dia 11, às 14h00 com reprise à meia-noite.
ESPN Brasil: Quarta-feira, dia 12, às 22h30 com reprises:
- dia 13, às 16h30
- dia 14, às 04h00
- dia 16, às 18h30
Bom divertimento.

Nos 20 anos da morte de Raul, Jane Lago traz composições inusitadas do artista como bolero, tango e gospel em show “Do Fundo do Baú”
No próximo dia 20 de agosto, a cidade de São Paulo homenageia Raul Seixas em produção inédita de Américo Nouman Jr, que terá Jane Lago cantando os maiores sucessos e músicas escritas por Raul em sonoridades diferentes, reunidas em um show pela primeira vez.
Enganam-se aqueles que acreditam que Raul Seixas tenha sido “apenas” um roqueiro, embora ele seja mesmo conhecido como o pai do rock and roll no Brasil. Segundo Américo Nouman Jr, diretor geral do show, “como todos os gênios, Raul Seixas foi singular justamente porque era plural”. Do Fundo do Baú vai mostrar um Raul de Country, Samba, Tango, Gospel, Rap, Bolero, Sertanejo, Forró, música infantil, música brega, muita malícia e, claro, rock’n roll da melhor qualidade.
É justamente essa pluralidade do artista que a direção quer explorar no espetáculo. Jane Lago, nesse conceito, pode mostrar seu lado atriz, passando de um estilo ao outro com sutileza e talento cênico. O roteiro, o figurino e a luz ajudam a mostrar a versatilidade tanto do homenageado como de sua intérprete.
O repertório escolhido escancara essa faceta versátil do artista. Grandes sucessos como Ouro de Tolo, Metamorfose Ambulante, Tente Outra Vez e Cowboy Fora da Lei e outras, menos famosas, como Canto Para Minha Morte, Quero Mais e Brincadeira fazem parte do roteiro musical.
Jane Lago é um dos nomes mais importantes da nova safra de intérpretes da MPB. Já foi dirigida por Abelardo Figueiredo, Osvaldo Sargentelli e José Prates, grandes nomes do meio musical, unânimes em apontá-la como um dos maiores valores da nova geração. A saudosa Elizeth Cardoso foi uma das primeiras a reconhecer o talento de Jane Lago e se tornou sua madrinha musical.
Do Fundo do Baú – Tributo a Raul Seixas
Com Jane Lago (voz), Rodrigo Oliveira (teclados), Jackson Alves (guitarra), Luiz Márcio Canto (contrabaixo) e Juninho Brandão (bateria).
Roteiro, Produção e Direção Geral: Américo Nouman Jr.
Direção Musical: Jane Lago
Local: Teatro Santo Agostinho
Endereço: Rua Apeninos, 118 – Liberdade – Capital – São Paulo
Telefone: 3209-4858
Ingressos: R$ 40,00 (na bilheteria do teatro) ou R$ 20,00 (antecipados com a produção, pelo tel: 9191-1126/Américo)
Data: 20/08
Horário: 21h00
Preço promocional: R$20,00
Acesso para cadeirantes: sim
* Estacionamento no local
* Ingressos disponíveis pela Ticketmaster

Os anos 60 e 70 foram revolucionários para as artes e para a cultura em âmbito mundial. A guerra do Vietnã, a brutal repressão da ditadura militar e a grande mobilização estudantil, entre outros fatos importantes, seriam o estopim para um movimento jovem por liberdade de expressão e contestação que tinham no rock and roll, na arte contemporânea e no movimento hippie seus maiores símbolos.
Este período foi marcante para a humanidade. Determinando a ruptura de muitos valores e hábitos, a sociedade se transformou e estabeleceu uma nova participação jovem no contexto cultural. O Festival de Woodstock, de 15 a 17 de agosto de 1969, nos Estados Unidos, foi sem dúvida um marco desta transformação. Simultaneamente a esta revolução mundial, mais ao sul, em Embu, esse movimento foi assimilado pelos artistas e artesãos com a criação de um movimento cultural que há 40 anos está presente na vida da cidade.
Em 2009, portanto, a cidade comemora 40 anos da Feira de Embu, um movimento iniciado em 1969, que fez com que o município ficasse conhecido por grandes artistas plásticos que aqui expunham e vendiam suas obras em frente ao Museu de Arte e por diversos artesãos hippies que aqui
encontravam a atmosfera ideal para desenvolver suas artes e ofícios.
O Hippie Fest Embu das Artes é a comemoração dos 40 anos destes marcos importantes: a Feira de Artes de Embu e do Festival de Woodstock.
Data: 22 de Agosto de 2009, das 14-22 hs
Local: Parque Francisco Rizzo, Embu das Artes
A PROGRAMAÇÃO DO HIPPIE FEST EMBU DAS ARTES
A apresentação do evento ficará por conta de KID VINIL
O evento será aberto com as músicas: Freedom e Motherless Child de Richie Havens (Eli Camargo). Em seguida Helplessly Hoping de Crosby, Stills & Nash (Eli Camargo, Alexandre Spiga e Danillo Gonçalves).
Entra em cena a WOODSTOCK BAND formada especialmente pare este evento e composta por Alexandre Spiga, guitarra, Adriano Grineberg, teclado, Danillo Golçalves, bateria, Eli Camargo, violão, e Vagner, baixo.A Woodstock Band acompanha vários convidados interpretando: The Weight (The Band), San Francisco (Scott McKenzie), Pinball Wizard e My Generation (The Who), Piece of my Heart,Me and Bobby McGee e Mercedes Benz (Janis Joplin) com Paula Baak, Voz e violão, Little Wing, Hey Joe e Voodoo Child (Jimi Hendrix) com Carlos Pera, voz, e Guerrinha, guitarra. As músicas de Joe Cocker serão interpretadas por Bruno Sant’Anna: The Letter, You can leave your hat on, Unchain my Heart, Feelin’ Alright, With a Little Help from my Friends.
A Hi-Five Band interpreta Creedence Clearwater Revival.
A banda Kaduna é o cover de Carlos Santana tocando os maiores sucessos
deste guitarrista mexicano.
Danny Vincent e Banda interpretam Ten Years After e Johnny Winter.
Antes da Banda de encerramento, Krucis na citara intepreta Ravi Shankar
que foi um dos destaques de Woodstock. Krucis é da Escola Ravi Shankar.
O Hippie Fest Embu das Artes será encerrado pelo novo show
da banda 14 Bis.

Às vezes ouço a expressão “de skatista para skatista” e fico pensando o que na verdade ela significa. Me pergunto se quem usa este termo está de fato trabalhando pelo skate ou quer mesmo é retê-lo em uma caixa fechada com acesso restrito?
Cada vez que vejo skatistas tentando transformar o skate em um mundo sem acesso, onde vigoram as leis do mais forte: a manobra mais casca, o skate mais bem feito, o melhor vídeo de skate, a melhor foto, a melhor revista, o melhor campeonato, a melhor marca, a melhor loja… fico me perguntando se é isto que é ser “de skatista para skatista”?
Se for, o Skate Paradise está fora.
Com seus 4 anos de existência, aprendemos que não é a melhor manobra que faz do cara um skatista, nem qual a modalidade que ele pratica, nem que marca o patrocina e nem quantas vezes ele saiu na capa da revista.
Ser skatista é apenas uma metonímia pra estar de peito e cabeça abertos para o mundo. Quando o skatista encara uma manobra desafiadora, ele está entrando numa batalha pessoal para conseguir conquistar o que deseja. E não há barreiras pra isto. Por esta razão, louvamos tanto a atitude dos skatistas. Só que pra isto eles não precisam ser necessariamente skatistas. Basta serem seres humanos com determinação, assim como Lázaro Paz.
O moleque era muito moleque quando o vi pela primeira vez em Lauro de Freitas, na Bahia. Ele carregava na mão um skate. Melhor, um skatinho. Uma miniatura. Os fingerboards, assim como as demonstrações na tv aberta, já tinham aparecido e desaparecido, como convém a uma modinha. Mas Lázaro continuava firme com a vontade de mostrar seu trabalho.
Os anos se passaram e o garoto cresceu e continuou investindo no seu sonho.
Encontrei Lázaro em São Paulo, durante um campeonato de fingerboard que rolava paralelo a um campeonato de skate.
Mais alto (na verdade bem mais alto), com o mesmo olhar de moleque e sua miniatura de skate na mão.
Fiquei observando o menino fazer coisas impressionantes com os dedos, que nossos maiores skatistas fazem com os pés.
O quão mais superior é o skate no pé para o skate na mão? Se por traz tem o mesmo conceito? Vencer o obstáculo proposto?
Lázaro é determinado como um skatista. Tem atitude de skatista e, mesmo sem usar um skate no pé, Lázaro é um skatista.
Lázaro me mostrou que ser skatista não é estar sobre um skate. Ser skatista é ter garra, vontade, determinação.
Como o tem Fabiano Passarinho, um freestyler que, como o pai a modalidade Rodney Mullen, adaptou seu estilo ao das ruas. Ver Fabiano andando é um espetáculo de domínio, equilíbrio e despretensão, que pode ser compreendido por qualquer pessoa, até mesmo um não-skatista.
Outro cara – este uma lenda – César Gyrão. Com 47 anos carrega a bandeira do skate mesmo pra aqueles que duvidam que o skate seja mais que um monte de manobras difíceis. Convidamos Gyrão pra ensinar uma manobra pro Paradise. Na sua sabedoria, Gyrão virou o mundo de cabeça pra baixo.
Dois pares dos melhores skatistas brasileiros foram visitar na Califórnia – o berço do skate do mundo – uma lendária pista: a Derby Skatepark. Nenhum deles revolucionou o universo na sessão, mas todos eles saíram dali com um sorriso de satisfação no rosto, só pelo fato de terem andando de skate numa pista simples, despretensiosa.
No que deduzimos que “de skatista para skatista” quer dizer de gente pra gente, gente decidida e feliz, disposta a conhecer e se abrir pro mundo, sendo capaz de olhar pra atrás e reconhecer que o caminho foi desbravado antes.
Bem-vindo a este Skate Paradise que tem ainda Fábio Gheraldine, e sua obsessão por vencer mais um desafio na vida.
O Skate Paradise vai a oar na ESPN, nesta terça-feira, às 14h00 com reprise às 00h30.
Na ESPN Brasil, o programa inédito é na quarta, dia 29, às 22h30, com reprise dia 30 às 17h30. Dia 31 às 09h30. Dia 02 de agosto, às 18h00.
Divirta-se.

Não sei ao certo se foi uma vontade imensa de difundir a história das civilizações, ou se por uma grande jogada de marketing. O que sei é que o mundo inteiro fez parte de um concurso informal e popular, organizado pela New Open World Foundation, que elegeu em 2007 as 7 Novas Maravilhas do Mundo.
Mais de 100 milhões de votos foram computados, nas urnas da internet e dos celulares do planeta. Isto tudo sem a aprovação da UNESCO (aquele órgão da ONU que fica acima do bem e do mal).
O resultado, em ordem de importância de atributos é o seguinte:
1ª A Muralha da China, símbolo de perseverança e persistência;
2ª Petra, uma construção na Jordânia, padrão em engenharia e proteção;
3ª O Cristo Redentor, nosso velho conhecido do Rio de Janeiro, por remeter às boas-vindas e abertura;
4ª Machu Picchu, em Cuzco no Peru, a cidade perdida dos Incas, pelo simbologia de comunidade e dedicação;
5ª Chichen Itza, em Yucatán, no México, cidade maia escolhida pela adoração e conhecimento;
6ª Coliseu romano, o dualismo: alegria e sofrimento.
7ª Taj mahal, em Agra, na Índia, pelo amor e paixão que foram os motivos para sua construção.
Pois foi com a cabeça nesta célebre lista que o skatista argentino Esteban Florio, resolveu propor um desafio a sua equipe, a Vibe.
Escolheu a cidade-sede de uma das 7 Novas maravilhas do Mundo: o Rio de Janeiro para ser o palco do Desafio.
Depois propôs aos parceiros de equipe escolherem os 7 melhores picos de street skate da Cidade Maravilhosa.
Desafio aceito.
Participaram os profissionais Esteban, Rafael Gomes, Michell Simonetto e Eduardo Anjinho. E os amadores, Diego Fontes, Murilo Romão e Marcelo Dohdoh. Pra garantir a estrutura o skatista e team manager da equipe, Henrique Banana estava presente.
Os sete picos escolhidos pelos caras e a energia das sessões de skate realizadas neles, você vai ver no programa desta semana no Skate paradise da ESPN. No mês de agosto a versão impressa do Desafio As 7 Maravilhas vai ser publicada pela Revista Tribo Skate, com fotos exclusivas.
E como o mundo do skate faz parte do mundo real, comemoramos os 10 anos do portal de Hip Hop Bocada Forte, com uma indicação certeira de produto de qualidade na Web.
Sabe quando você vê um vídeo de skate e os caras mandam todas aquelas manobras muuuuito difíceis de serem realizadas como se fossem a coisa mais simples do mundo?
Não é bem assim que acontece na realidade. Na vida real, os skatistas lutam muito pra realizarem a manobra perfeita. Às vezes, isto vale ossos quebrados ou luxações intermináveis. Para mostrar este esforço, este exemplo de persistência e derrubar este mito que skatista é um super-homem, disfarçado de vândalo, existe o quadro que encerra todos os Skate Paradise. Quem faz às honras da casa neste programa é o amador Fábio Gheraldine, um paulista cabeça-dura, cheio de manobras de impacto.
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Para checar o trabalho feito pela equipe de profissionais, para você que quer ver skate de verdade na TV, tem um jeito:
Skate Paradise, nesta terça-feira, às 14h00, com reprise à meia-noite.
Divirta-se e informe-se simultaneamente.

Organizadores esperam mais de 300 participantes no Bosque Maia. Modalidade street será dividida nas categorias mirim, iniciante, amador, feminino e profissional
Mais de 300 skatistas são esperados neste fim de semana (25 e 26) em Guarulhos (Grande São Paulo) para o 4º Campeonato Guarulhense de skate. No sábado e no domingo, das 9h às 20h, o Bosque Maia receberá profissionais e amadores de diversas cidades do estado.
A competição é dividida em cinco categorias, todas na modalidade street: mirim, iniciante, amador, feminino e profissional. A apresentação e o som serão dos DJs Tuco e Eliezer. O evento terá a participação do skatista profissional Bruno Freestyle. A competição tem apoio da Secretaria Municipal de Esportes. “Mais uma vez iremos ter um espetáculo com muita técnica para mostrar a força deste esporte em Guarulhos. Depois do futebol, o skate é um dos esportes urbanos mais praticados por aqui”, diz Alexandre Sobral, um dos organizadores do evento.
Inscrições
As inscrições podem ser feitas antecipadamente em dois endereços do centro de Guarulhos: rua Felício Marcondes, 262, e rua Cerqueira César, 48. Os valores variam de acordo com a categoria. Os profissionais são isentos da taxa de inscrição. Nas categorias mirim e feminino, a taxa é de R$ 20. Iniciante paga R$ 25 e amador, R$ 30. Também serão aceitas inscrições no local.
Serviço:
4º Campeonato Guarulhense de Skate
Datas: 25 e 26 de julho, das 9h às 20h.
Local: Bosque Maia (Av. Paulo Faccini, s/ nº, Guarulhos, SP)
O PG, como os amigos costumam chamar o skatista Paulo Galera, é um cara tímido. Fala olhando de lado, baixinho… mas quando está em cima do skate, sua aparência muda. Ele vira um gigante, seguro de si, domina o ambiente e os obstáculos se colocam à disposição para suas manobras agressivas, rápidas e técnicas. O contraste é que chama a atenção. O que este gaúcho de Canoas tem de especial? Foi o que a gente tentou descobrir numa entrevista que conta os principais momentos de sua carreira como Amador e, há 2 anos, como Profissional. Com vocês, PG…
O mundo do skate, principalmente fora do Brasil, comemora anualmente o Dia Internacional do Skate, chamado de Go Skateboarding Day. A data é, na verdade, um dia de protesto a favor da prática do skate livre e foi assim que os cariocas encararam o dia 21 de junho deste ano. Skatistas de todas as partes do Rio e até mesmo nomes ilustres como Sandro Dias, foram pedir liberdade para andar de skate em um dos pontos mais tradicionais de street do Rio, a Praça XV. O protesto pacífico, tocou fundo em quem viu de perto a skateada. Parece, finalmente, que os skatistas descobriram que unidos são capazes de maior poder de fogo.
Outro ponto de resistência do skate brasileiro é Santo André. Caras como Carlos Preto, nunca deixam o skate estar em baixa na cidade. Com a ajuda de outras pessoas conscientes, Preto leva adiante a tarefa de manter a chama acesa. Um pouco deste calor pode ser visto na 2ª etapa do Circuito de Skate de Santo André.
Um pouco desta garra, perseverança e determinação foi captado pelas câmeras do Skate Paradise e está a sua disposição em 2 canais de TV:
Na ESPN, nesta terça-feira, dia 14, às 14h00 com reprise às 02h00.
Na ESPN Brasil, nesta quarta, no horário de sempre, ¡as 22h30.
Com reprises:
Dia 16, quinta, às 18h00
Dia 17, sexta, ¡as 04h00
Dia 17, sexta, às 09h00
Dia 18, sábado, às 04h15
Dia 19, domingo, às 08h30

É com esse espírito que o professor Sandro Soares do Santos, mais conhecido como Sandro Testinha, ensina o esporte a 130 jovens das unidades de Ferraz de Vasconcelos, Itaquera, Taipas e Raposo Tavares da Fundação CASA. E, para celebrar o espírito skatista, já virou tradição Testinha levar os adolescentes a grandes pistas da cidade durante os períodos de férias.
Nestas férias de meio de ano, os adolescentes conhecerão a Ultra Skate Park, localizada em Moema. Reinaugurada em março último, a pista abriu em 1988, mas seguiu fechada desde 91. Por lá, passaram grandes nomes do skate, como Bob Burnquist, Lincoln Ueda e Cristiano Mateus, que foi quem conseguiu reabrir a esquecida pista paulistana.
É nesse espaço que neste mês de julho os adolescentes terão aulas com Testinha. A partir desta quarta-feira (15 de julho), uma unidade seguirá para o local. Desde 2004, o professor leva os adolescentes a pistas. “A ideia é vivenciar uma realidade que é ampla e pouco divulgada”, conta o professor. “Vivo em torno do skate e essa é uma maneira de eu passar um pouco da minha experiência para eles. É uma maneira de devolver o que o
skate me deu”, afirma Testinha, que dá aulas nas unidades da Fundação já faz 10 anos.
A primeira a visitar a reinaugurada pista será a Unidade de Internação Ipê, da Raposo Tavares, já nesta quarta-feira (15 de julho). No próximo dia 22 de julho, será a vez das adolescentes da Unidade de Taipas experimentarem a pista. Em seguida, no dia 29 de julho, serão os adolescentes da unidade Cereja I, de Ferraz de Vasconcelos. E, na primeira quarta-feira do mês agosto (dia 5), será a vez da unidade Cereja II, também de Ferraz.
Uma metáfora
Para Testinha, o mais difícil não é levar os jovens para a pista. “Sair nunca foi o problema, mas conseguir um lugar, de início, foi difícil”, conta, ao explicar o preconceito de determinados lugares em aceitar os jovens da CASA foi um problema.
No entanto, desde que pessoas influentes no esporte começaram a apoiar a iniciativa – como o músico Alexandre Chorão, que já cedeu sua pista, a Chorão Skate Park, para os jovens das unidades -, Testinha não encontra têm encontrado mais barreiras. “Conseguimos de uma maneira saudável nos impor por meio do skate.”
Sandro, que mora em Poá, extremo oeste da cidade, conta que o trabalho com os jovens da CASA é compensador, já que ele sente que os adolescentes têm muito em comum com o esporte e com ele mesmo. No entanto, para ele dar aula não é tarefa fácil. “Isso não é fácil, mas dá para fazer, basta o educador saber explorar o que tem na mão”.
Aliás, não são só aulas que Testinha costuma dar. “Eu costumo ir mais além, e tento passar valores mesmo”, afirma. “Para conquistar o jovem, a gente vai para ensinar, a partir do momento em que ele passa a se
divertir e a sorrir, ele abre o coração, é aí que eu transfiro o espírito do skatista”. Esse espírito, para o professor, é ensinar os adolescentes a enxergar valores nas pequenas coisas e mostrar que os obstáculos podem
ser superados, por mais difíceis que possam parecer.
Mas não é só isso. Ele acredita que o skate tem muitos bons exemplos de pessoas simples que conseguiram, de maneira igualmente simples, conquistar um espaço. Para incentivar os jovens da CASA, o professor ainda costuma relacionar o esporte à Vida. “O skate imita a Vida. É a
cultura dos tombos: ao cair é preciso levantar, ver onde errou, e tentar de novo”, argumenta. “Eu acredito muito nisso, que costuma ser mais eficaz que a própria educação formal”.
Evento: Ultra Férias – Skate na CASA
Local: Ultra Skate Park (Avenida Moaci, 537, Moema, na Capital)
Datas: Todas as quartas-feiras, a partir do dia 15 de julho
Horário: sempre das 12h às 15h