
O Clube do Balanço se apresentará no Comitê Club neste sábado, 4/9 , e terão como convidado o cantor e baterista Curumim.
No repertório do show clássicos do samba rock como: “Bicho do Mato”, ”Zamba Bem” e “Paz e Arroz”, além de canções autorais do Clube do Balanço como “Aeroporto”, “A Sereia e o Marujo”, “Sensacional Brenda Lígia”, entre outras , além de músicas do convidado como “Guerreiro” e “Estereo”.
O Clube do Balanço é formado por Marco Mattoli, (guitarra e voz), Edu Salmaso (baterista), Fred Prince (percussionista), Tiquinho (trombonista), Marcelo Maita (tecladista), Gringo Pirrongeli (baixista), Reginaldo Gomes (trompete) e Tereza Gama (voz).
Em 10 anos de carreira o Clube do Balanço lançou três álbuns: “Swing & Samba Rock” , “Samba Incrementado” e “Pela Contramão” .O grupo tem levado seu sambalanço irresistível para diversas cidades brasileiras e também para o exterior. Eles já estiveram na Alemanha, Singapura, Áustria, Holanda, Itália, França, Inglaterra, Espanha, Finlândia, China entre outros.
Serviço:
Rua Augusta, 609 – Centro
Ingr. R$ 30,00
Mais informações: 3237-3068
http://www.comiteclub.com.br/

Não existem palavras, línguas, gestos ou mesmo pensamentos que possam expressar a dor da perda. Ela é tão profundamente dolorida e fere a alma com esmero desmedido, cortando lenta e dolorosamente com o lado cego da faca.
A dor é fenomenal, incrívelmente dor, extraordinariamente dor, fatalmente dor. É dor, dor, dor, somente dor. E não cede, não acalma, não dá trégua. E a alma se contorce, revolve, chora, berra e geme em lamentos surdos, que tomam o corpo, que fazem cambalear e entontecer o espírito.
A dor da perda não tem som, não tem voz, e invade o âmago do ser silenciosa e cruelmente fazendo doer e adoecer o corpo. Massacra a alma a tal ponto de tudo ao redor perder o sentido. Tudo. Tudo perder o sentido e o brilho da vida.
Os olhos olham mas nada vêem, os ouvidos ouvem sem nada ouvir, os braços caem sem sentir qualquer amparo, qualquer sussurro de compreensão, de entendimento. Somente o gosto do sangue da dor é percebido no fundo do coração que sangra, falece e se afunda no fundo da terra, do pó.
E tudo vira dor profunda e cortante como o fio de uma navalha. Os sentidos perdem a razão de ser. Robotizamos o corpo e caminhamos, perdidos e anestesiados de lá prá cá, de cá prá lá, desnorteados, confundidos, atordoados e completamente perdidos de nós mesmos. Esquecidos de tudo e de todos, menos da dor que rasga, dói e arranha o coração até o sangue jorrar em lágrimas profusas e gritos inaudíveis.
A dor da perda cala fundo e faz sepultura da alma onde desejamos ardentemente nos enterrar, em silêncio absoluto, em escuridão infinda, em adormecer eterno. Faz desejar a morte e buscar o fim de tudo, inclusive de si mesmo, para calar… a dor…
Não existem palavras que definam a intensidade da dor da perda. Ela é tão incrivelmente dor que perdemos a definição e a expressão do que sentimos. Nada mais importa. Nada. A dor da perda é pesada demais. Impossível de se carregar solitariamente.
Por isso, por tudo isso, havemos de buscar forças para suportar a dor da perda, por mais profunda, pungente e dolorida que seja, por mais aterradora e insensível…
Havemos de nos resguardar da dor, de acordar e lutar para viver, mesmo a alma em soluços, mesmo que o espírito, anestesiado pela dor, perca a vontade de lutar e continuar a viver… havemos de nos resguardar da dor no alento dos braços do amor, que é o único que torna possível tudo, por ele, com ele, suportar…
À mim e a todos que nesta semana – ontém – choramos a perda sentida de uma de nossas maiores referências.


O Glamurama em parceria com a Forneria Sao Paolo irá oferecer um jantar, na Villa Daslu, para os blogs mais bacanas e descolados de comportamento, moda e gastronomia.
Estaremos por lá, registrando os melhores momentos.

“Meuteunoseu & Convidados – Stand Up Comedy e Outros Surtos”,
no Teatro Cacilda Becker, dia 12 de Agosto, às 21h30.
O teatro fica localizado na Rua Tito, 295, Lapa – SP
e a temporada ocorre às quintas-feiras (tel: 11 3864 4513 / 11 3864 4513 ).


Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Evitem o latido do cachorro com um osso suculento,
Silenciem os pianos e com tambores lentos
…
Tragam o caixão, deixem que o luto chore.
Deixem que os aviões voem em círculos altos
Riscando no céu a mensagem Ele Está Morto,
Ponham gravatas beges no pescoço dos pombos brancos do chão,
Deixem que os guardas de trânsito usem luvas pretas de algodão.
Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste,
Minha semana útil e meu domingo inerte,
Meu meio-dia, minha meia-noite, minha canção, meu papo,
Achei que o amor fosse para sempre: Eu estava errado.
As estrelas não são necessárias: retirem cada uma delas;
Empacotem a lua e façam o sol desmanchar;
Esvaziem o oceano e varram as florestas;
Pois agora nada mais de bom nos resta.
W.H.Auden

“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outro s afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências …
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinicius de Moraes)

Nas agruras da vida suburbana encontrei um porquê para minha existência.
Encontrei você na época certa, à 1h30 de uma quarta, no Orbital, na Rua Augusta.
Festival de Hardcore.
E o nosso amor foi e é assim… indescritível, ilimitável, irrefreável… Não é só sentimento, mas também toda a ação que nos envolve, todas as mudanças físicas e psicológicas que nos rodeiam… 10 anos que narram essa história.
Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Mas no nosso caso, isso é possível. Nossa história é diferente. Nós somos um casal diferente.
E nossos dias são assim.. deliciosos, compartilhados, cansativos, corridos, divididos, mas no fim do dia, o que mais nos motiva, são nossos momentos de conversa, risadas, cumplicidade. Ah que companhia boa!! Eu posso não olhar para o relógio, mas conto cada segundo sem você. E quando você chega, nada mais importa, o relógio não existe, mas se existisse seria inútil também. As outras pessoas? Agora não. Só você. Nem eu mesma existo, apenas você… Nenhum outro som é audível senão o das suas palavras… Nenhum outro sentimento chega perto de mim, senão o seu sentimento, e nenhum outro sentimento importa, pois o que tenho no peito está explodindo, mesmo sem eu perceber… Pois nada percebo, nem mesmo a explosão no peito, nem mesmo sei se é mesmo no peito que está o coração, às vezes o sinto no joelho, às vezes só o ouço bater sem senti-lo.. Mas a única coisa que importa: é te amar.
Você me surpreende como Pai, marido, amigo, companheiro.
Tenho visto as pessoas confundindo o que é o amor, misturando com paixão, com sexo, com pornografia, com traição, com assassinatos, separações e assim por diante. Os casais de hoje tem dado valores distorcidos, cheios de ganância, cheios de “auto-prazer”, cheios de sentimentos pobres, maquiados com o amor, lotados de falsidade.
Amar é se dar pelo outro, investir tempo. Se dedicar, vencer desafios e superar limites. Somar na vida de alguém e fazer a diferença, colorir uma vida monocromática e respeitar o próximo em suas falhas. E você tem sido esse cara.
Obrigado por fazer parte de mim, antes, agora, amanhã e sempre.
Obrigado por existir com tanta força agora, como marido, pai, amigo, cúmplice. Obrigado por fazer minha vida mais feliz. Obrigado por ser o companheiro mais especial e amado. Obrigado por ser meu marido. Por favor, nunca vá embora…
TE AMAMOS! 


Quem mais sabe do equilíbrio da natureza do que os índios?
Entrevista com índio parkatêjê paraense sobre mudanças climáticas:
“No verão esquenta e a água sobe; o corpo está quente e a água sobe; de noite esfria e volta de novo a água no corpo da gente. O calor da
água está em tudo: em nós, na madeira, nas plantas e sobe e vai juntando. Forma nuvem. E quando está no dia da chuva, cai pra nós bebermos,
para os animais, para as plantas…
A madeira (o mato) é nosso pai, dá a produção pro filho comer e defende a gente. A terra diz: ‘Eu sou a mãe de vocês; agora vocês têm que me
gostar e me usar para viver.’ A terra é nossa mãe – cria a gente. A terra quer que a gente produza para comer. A terra – não sabemos de
demarcação – não tem limite, é aberta. Índio anda 60 quilômetros num dia. Mato diz pro filho: ‘Olha, filho, eu vou me produzir pra você
comer, mas você tem que me olhar e não deixar me prejudicar.’
O céu é nosso irmão mais velho. Ele manda na chuva e manda a chuva pra nós, pra beber, molhar as plantas, criar peixes, tomar banho, lavar…
A mata é um lençol para nós, por isso índio morava na mata. É saúde.
O sol é forte, traz doença e o vento carrega a doença pro mundo (não é só para o índio); a mata atrapalha o vento e não deixa passar a doença.
Agora não tem mais mata. Por isso está aparecendo muita doença.”
Precisa comentar?